Depois de quase 15 anos de pedidos da comunidade, a Playground finalmente levou o Forza Horizon para o Japão.
E com a expectativa lá no teto, pois muita gente esperava o cenário mais marcante da história da série, com noites iluminadas em Tóquio, estradas de montanha inspiradas na cultura touge e uma pegada JDM mais forte do que nunca.
O resultado impressiona em vários momentos, mas também deixa claro que nem tudo mudou como alguns imaginavam.
O jogo em si
Sobre o que o jogo oferece no mapa, a melhor parte é que a cultura JDM está em tudo. Corrida de rua, touge nas montanhas, clube de drift. Tem uma linha de progressão separada chamada Discover Japan que vai liberando carros de celeiro e atividades conforme você avança, e é provavelmente onde você vai passar mais horas sem perceber.
Tem uma ambivalência no design que fica evidente com o tempo. O jogo quer abraçar o cara que afina suspensão por horas e também o cara que só quer acelerar em paz ouvindo a rádio.
Às vezes isso funciona, às vezes escorrega. A Playground entregou o Japão que os fãs pediam há 14 anos, o melhor mapa da franquia até hoje, com a rádio Gacha City ditando o ritmo perfeito para as noites em Tóquio e os touge com aquele espírito de Initial D nas veias.
Números e críticas
Os números são bons. 273 mil jogadores simultâneos no pico na Steam. 92 de 100 no Metacritic com 65 análises, aclamação universal. Ficou à frente de Pokémon Pokopia e Resident Evil Requiem, ambos com 89, e empatou com os dois jogos anteriores da série, enquanto superou o FH3, que tinha ficado em 91.
A crítica especializada elogiou bastante o mapa, que vai de centros urbanos com aquela iluminação noturna característica até estradas rurais que parecem saídas de um documentário sobre o interior do Japão.
Mais de 550 veículos licenciados desde o lançamento, e o sistema de progressão foi reformulado para eliminar aquele acúmulo excessivo de loot que cansava nos jogos anteriores.
Recomendações gráficas
No PC, roda tranquilo mesmo em máquina um pouco mais antiga, como um i5 de oitava geração, 16 GB de RAM e uma GTX 1650, já colocam o jogo funcionando em 1080p nos 60 fps, tudo no Low. Processadores de quase dez anos de vida estarem dando conta do recado mostra o refino da Playground.
Agora pra ver o jogo em 100% da sua capacidade, a situação já é bem diferente. Ray tracing ligado, 4K upscalado, acima de 60 fps constante. Você vai precisar de um i7 de 12ª geração para cima, RTX 5070 Ti ou RX 9070 XT, 32 GB de RAM. Configuração pesada, sem enrolação. Mas, segundo a crítica, a iluminação dinâmica justifica cada centavo.
No Series X roda bem, sem solavancos. No Series S, a coisa complica um pouco. Pop-in de prédio no horizonte aparecendo do nada, framerate que não se decide. Dá para jogar tranquilo, mas algumas coisas podem incomodar. E nos dois consoles não tem ray tracing nenhum, o que deixa a apresentação visual bem parecida com o FH5 de cinco anos atrás..
Vale a pena comprar?
Se JDM faz parte da sua vida, compre. Se você está enjoado da rotina de estourar radar e esperava algo mais diferente mecanicamente, espera uma promoção. O Japão não vai desaparecer do servidor, os bugs vão ser corrigidos, os eventos sazonais vão engordar o conteúdo. Já aconteceu antes.
Nossa opinião
O jogo está lindo, o ritmo incrível, a câmera de drift dá um ar a mais para esse jogo, ainda mais com Touge e JDMs. Até agora, para a gente do Geek404, o jogo está incrível e viciante. Se você tem a Gamepass Ultimate, aproveite que o jogo já está disponível por lá.






